Mesas de lembranças


Muitas segundas se passaram e lá estava eu passando todos os dias por aquelas mesmas mesas,
por aquele mesmo garçom que estranhava minha solidão, logo eu que sempre estava rodeada
de pessoas sorridentes com o belo e velho cigarro em minha mão.

Mas nessa segunda feira atravessei por todas as mesas, passei o garçom que assustado
nem me comprimento, escancarei a porta e adentrei o bar e logo fui cumprimentando o velho
Bob que ali me apontava uma mesa afastada e no canto que logo ia me perguntando e
levando uma dose dupla de sobieski.

Sentada estava, sem ninguém por perto ou a esperar, sem ter para onde ir sem aonde chegar, como de costume fui acendendo o velho tabaca dando um gole em minha bebida quase que instantaneamente  me levou para uma nostalgia, como se estivesse voltado para aquele porta de meu quarto em que eu abri ela e lá você estava, deitado soberano sofre meus encantos com teu sorriso tentador me esperava, em segundos tive uma evasão de felicidade, mas que logo foi dominada pela angustia de estar só.

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