Uma Suicida


Desde pequena escutava coisas que não me agradavam, coisas que me machucavam, coisas do tipo “porque você nasceu?” “eu nunca pedi para ter você”, minha mãe não sabia que eu a escutava todos os dias implorando para que eu morresse. Meu pai sempre ausente muitas vezes me chama pelo nome de minha irmã que sempre fora a preferida.
Aos doze anos conheci dois novos “mundo” o mundo perigoso e o mundo bom no qual eu gostava de ficar, mas sempre que alguém me via parada com uma caneta e papel, me zombavam por não esta a brincar como todos de minha idade.

Quando tinha uns quatorze anos conheci uma realidade de muito álcool e noites em claro, nunca tinha tido amigos mas nesse novo “mundo” todos se foram, mas todo esse alivio instantâneo não me tirava tanta magoa raiva e medo.

Eu precisava de algo mais aliviam-te algo que me deixasse feliz ou pelo menos bem, pois toda a angustia que havia juntado não suportaria por mais tempo foi quando peguei o velho estilete forcei sobre minha pele fiz com que ele deslizasse por ela a cada gota de sangue que caia no chão era como se fosse uma parte que me atormentava caísse, como se minha angustia saísse pelo meu corpo.

Com tanto insulto passeia a fazer todos os dias pois quando fazia, meu sofrimento ia embora. Um tempo se passou todos esqueceram o que havia acontecido mas as marcas nunca sumiram, voltaram a me zombar eu voltei a me ferir mas já não havia alivio.
Num dia me vi sozinha sem nada por perto, decidi acabar com toda a angustia e deixar de ser um peso para todos.
Gabriely Simas

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